Sobre a Campanha em Defesa da Procergs

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Todos os anos, os trabalhadores da Procergs organizam a sua Campanha Salarial em busca de melhores condições de trabalho, reivindicando as perdas salariais e melhorias no acordo coletivo de trabalho. Em 2007, no entanto, havia uma preocupação a mais entre os funcionários: o projeto de desmonte da Procergs, compartilhado por governos e gestões ano após ano, ganhou fôlego ainda maior com o governo Yeda.

Sempre apoiada no questionável discurso da crise financeira do estado, a governadora exigiu corte de custos (a todo o custo) ao primeiro presidente por ela nomeado para administrar a Companhia, Pedro Gabril, que assumiu em fevereiro de 2007 e, seis meses depois, foi afastado sem maiores explicações. A estranheza com a queda de Gabril logo se espalhou, uma vez que sua gestão havia reduzido custos substancialmente. Não era isto que a governadora queria? Parece que não era isso. A Companhia ficou sem presidente por quase dois meses e, em setembro, Yeda indicou o empresário Ronei Ferrigolo para o cargo, bastante alinhado ao seu projeto de redução do patrimônio público e fortalecimento do privado. Todo este tempo, o que marcou o ‘novo jeito’ de gerir a Procergs foi a total falta de diálogo e de informações aos trabalhadores e à população. Em meio a boatos de privatização, demissões, redução da empresa, a diretoria sempre adiava uma posição formal de qual é, afinal, o projeto deste governo para a Procergs, ao mesmo tempo em que se negou a repôr as perdas salariais dos trabalhadores, que lhes é de direito. Outra marca da nova gestão é a grande quantidade de denúncias de irregularidades que se acumulam sem que nada seja apurado e sem punição aos culpados.

Em março de 2008, a diretoria finalmente divulgou o seu planejamento que, infelizmente, não surpreendeu os trabalhadores que já desconfiavam do pior: um projeto que prevê a redução e não o fortalecimento da companhia, apontando para o desmonte de serviços hoje rentáveis ao estado (em favor da iniciativa privada) e demissões.

Por tudo isto, em 2007, os trabalhadores não se contentaram em organizar somente sua Campanha Salarial. Mobilizaram-se, também, em uma grande Campanha em Defesa da Procergs, que segue em 2008. A Campanha inclui um documento entregue a todas as instâncias do poder executivo e legislativo do Estado, denominado Proposta Estrutural dos Trabalhadores para uma Procergs Melhor. Realizamos caminhadas, paralisações, produzimos materiais como camisetas, adesivos e outdoors, fomos ao Brique da Redenção alertar à população sobre os riscos que a Procergs corre. E não vamos parar enquanto não tirarem as mãos da Procergs!

Esta campanha é organizada pela Comissão de Trabalhadores da Procergs (CT/Procergs) e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindppd/RS), que são as entidades representativas dos trabalhadores da Procergs.

Abaixo, alguns dos materiais da campanha:

Panfleto entregue no Brique da Redenção, de alerta à população (FRENTE)

Panfleto entregue no Brique da Redenção, de alerta à população (VERSO)

Adesivo de carro em defesa da Procergs

Outdoor alertando para os riscos do desmonte da Procergs

Camiseta em defesa da Procergs, seus serviços e trabalhadores

Proposta Estrutural dos Trabalhadores para uma Procergs Melhor

Obs.: o layout dos materiais é elaboração da assessoria de comunicação do Sindppd/RS e o desenho do rato utilizado em boa parte dos materiais é obra do cartunista Bier.

2 Respostas para “Sobre a Campanha em Defesa da Procergs”

  1. Intensa mobilização pela valorização dos trabalhadores da Procergs « Tirem as mãos da Procergs! Diz:

    [...] pode-se ler no link sobre a Campanha em Defesa da Procergs, nossa campanha nasceu da Campanha Salarial dos trabalhadores da Procergs de 2007, quando havia uma [...]

  2. RAFAEL Diz:

    Apesar de todas as ações terem sempre uma boa intenção, ainda não conseguimos sensibilizar a diretoria do arrocho salarial que os funcionários da Procergs estão ha mais de 8 anos.

    O presidente está passeando nos Estados Unidos e nós aqui nos ferrando.
    Sugiro que façamos uma manifestação no aeroporto no desembarque dele com cobertura da midia. Ele chega dia 29.
    Podemos entregar um documento com a nossa contra proposta

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