Para ler sobre a denúncia veiculada na revista Veja desta semana, clique aqui.
Exigimos apuração de todas as denúncias envolvendo gestores da Procergs!
Basta de irregularidades e de descaso com os trabalhadores!
Mais uma vez a Procergs aparece em manchetes de revistas e jornais. Mais uma vez o motivo são irregularidades graves cometidas por seus administradores. Desta vez, segundo matéria veiculada na revista Veja desta semana, a Federasul estaria bancando uma complementação salarial para o presidente da Procergs, Ronei Ferrigolo.
É importante considerar que esta nova denúncia surge no momento em que a Procergs está sendo inspecionada pelo Tribunal de Contas do Estado, que investiga supostas irregularidades envolvendo a companhia e a empresa Processor, da qual Ronei Ferrigolo era sócio.
Temos denunciado os interesses privados que rondam a Procergs há muito tempo e de várias formas. Acionamos, em 2005, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Estadual, denunciando contratos irregulares, terceirizações em massa, baixos salários e o desmonte da inteligência da empresa. Ao TCE, este ano, solicitamos apuração sobre um projeto de altíssimo custo que prevê a migração do ambiente UNISYS para servidores de médio porte, mesmo contra a opinião técnica de experientes funcionários da estatal. Outro ponto polêmico que diz respeito à gestão da Procergs, é a terceirização da fábrica de softwares. Moda no auge das privatizações, a terceirização tem sido abandonada por todas as grandes empresas públicas na área de informática.
Essas denúncias somam-se a tantas outras que tiveram investigações sem transparência. Ninguém teve acesso às informações sobre a sindicância da SEFAZ/CAGE que ocorreu no final de 2007 para investigar as denúncias envolvendo Ferrigolo. Assim como ninguém sabe o que ocorreu com os responsáveis pelas irregularidades apontadas pelo relatório da CAGE, no mesmo final de 2007.
A representação dos trabalhadores solicitou a apresentação dessas informações, apostando na transparência da administração pública, mas o governo e a direção da empresa negam o acesso aos resultados à população.
É inaceitável que interesses privados se façam prevalecer nas empresas e nos serviços públicos, através da corrupção direta ou indiretamente através da sustentação financeira de pessoas detentoras de cargos públicos estratégicos. Qual garantia podemos ter de que não existe favorecimento ou informações privilegiadas de governo para estas empresas e/ou representações de empresas que financiam gestores?
A Procergs é o computador do Estado. A Tecnologia da Informação é um setor estratégico para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e a Procergs, neste contexto, concentra serviços de extrema responsabilidade em todas as secretarias e órgãos do Estado. Serviços estes bastante visados por aqueles que com tudo querem lucrar, inclusive com serviços essenciais à população gaúcha.
Mais uma vez exigimos apuração imediata das denúncias e a substituição do presidente da empresa no caso de confirmação das irregularidades. Estaremos atentos e cobrando o afastamento de Ronei Ferrigolo. Cabe lembrar que, em outras recentes, e não menos graves, denúncias, houve complacência por parte do governo e foi descartado pelo Secretário da Fazenda tal afastamento.
Enquanto isso, descaso com os trabalhadores da Procergs!
Enquanto os trabalhadores estão há dois anos sem correção salarial e lutam para diminuir suas perdas numa queda de braço sem precedentes com o governo do Estado e com a direção da companhia, assistimos pessoas se utilizando dos cargos públicos para buscar privilégios e permitir que interesses privados se apoderem da máquina pública.
Basta!
Exigimos respeito aos trabalhadores que constroem a Procergs!
Comissão de Trabalhadores da Procergs
Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do Rio Grande do Sul