O blog andou parado, mas o motivo é nobre: foi tanta mobilização contra corrupção, em defesa dos serviços públicos e pela valorização dos trabalhadores nos últimos tempos, que ficou difícil de arranjar tempo para atualizarmos aqui. Mas voltamos com tudo, agora, para contar sobre a mobilização histórica que tem ocorrido na Procergs.
Como pode-se ler no link sobre a Campanha em Defesa da Procergs, nossa campanha nasceu da Campanha Salarial dos trabalhadores da Procergs de 2007, quando havia uma preocupação a mais entre os funcionários: o projeto de desmonte da Procergs, compartilhado por governos e gestões ano após ano, ganhou fôlego ainda maior com o governo Yeda.
Acontece que uma coisa não está desligada da outra: a desvalorização dos trabalhadores da Procergs faz parte do projeto de desmonte da empresa. São os trabalhadores da Procergs que fazem esta empresa grande. A nota fiscal eletrônica é obra dos trabalhadores da Procergs. O AME é obra dos trabalhadores da Procergs. A manutenção e o desenvolvimento de soluções para os sistemas de dados das secretarias, da Brigada Militar e de muitos outros órgãos, é obra dos trabalhadores da Procergs. Desvalorizar os trabalhadores da Procergs é desvalorizar a sua obra, é desvalorizar a própria Procergs.
Por tudo isto, tomaremos a liberdade de tratar nesse espaço, que é de defesa da Procergs, também da campanha salarial dos trabalhadores da estatal, que enfrenta um momento decisivo.
Sem proposta de reajuste, trabalhadores paralisaram por 24 horas
Na última quarta-feira (2/7), mais de 90% dos trabalhadores da Procergs paralisaram por 24 horas. A mobilização foi definida em uma assembléia que reuniu cerca de 400 trabalhadores, e foi uma resposta ao desrespeito da diretoria da empresa e do governo estadual, que mais uma vez sinalizavam com uma proposta de reajuste zero – assim como em 2007, em um dissídio coletivo que acabou ajuizado junto ao Tribunal Regional do Trabalho e que se encaminha para julgamento.
A indignação dos trabalhadores é geral porque, mesmo com a confirmação de desvios milionários, financiamento de campanhas com dinheiro público e isenções bilionárias para grandes empresários, o governo estadual mantém o discurso de crise quando trata com os trabalhadores. No caso da Procergs, a situação é ainda mais contraditória: a empresa fechou o último ano superavitária. Está na hora da importância da Procergs, estratégica para o desenvolvimento do Estado, repercutir também como valorização de seu corpo funcional.
A direção da empresa, pressionada pela mobilização forte dos trabalhadores, finalmente apresentou uma proposta à pauta de reivindicações dos trabalhadores, mas ainda insuficiente. Em seguida postaremos sobre a assembléia que rejeitou esta primeira proposta e definiu uma nova e maior paralisação, aguarde.