Em assembléia que reuniu cerca de 450 funcionários, na tarde da última terça-feira (8/7), os trabalhadores da Procergs rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pela direção da empresa e que apontava para retirada de direitos. Uma nova e maior mobilização foi aprovada: 48 horas de paralisação nos próximos dias 16 e 17 de julho.
Com a grande adesão à paralisação de 24 horas do último dia 2, a direção da Procergs se viu obrigada a apresentar uma proposta aos trabalhadores. Durante a assembléia de ontem, os representantes dos trabalhadores leram a íntegra desta proposta. Centralmente, a direção oferece o INPC de 2008 com a condição de que os trabalhadores retirem o dissídio da data-base 2007 da justiça (ou seja: que aceitem o zero de reajuste em 2007) e que abram mão, também, de alguns direitos conquistados em acordos anteriores. Entre os direitos atacados estão a complementação do auxílio previdenciário, o indexador do reajuste dos benefícios e a importante cláusula 93, que mantém a vigência do último acordo até que um novo seja assinado, e é a única garantia que os trabalhadores têm de que não ficarão desassistidos em seus direitos enquanto o novo acordo não vem.
Os trabalhadores consideraram a proposta inaceitável por conta das condições que retiram direitos e a rejeitaram por unanimidade. Uma contraproposta para ser entregue à direção foi elaborada, onde se mantém a reivindicação de reposição salarial, mas recusa-se qualquer retirada de direitos. A contraproposta foi uma construção coletiva e representa o mínimo de garantias que a empresa precisa prover a seus trabalhadores.
Mobilização crescente: paralisação de 48 horas na próxima semana e possibilidade de greve
Os trabalhadores aprovaram um crescimento na mobilização: depois da vitoriosa paralisação de 24 horas e perante a proposta que retira direitos feita pela direção, o próximo passo é uma paralisação geral de 48 horas, nos dias 16 e 17 de julho (quarta e quinta da semana que vem). Os trabalhadores esperam, assim, que a empresa avance em sua proposta, considerando a contraproposta elaborada em assembléia. Do contrário, a mobilização será reforçada – também foi aprovada pelos trabalhadores a possibilidade de greve por tempo indeterminado a partir do dia 22 de julho.